Quinta-feira, 15 de Março de 2007

Caridade??

As verdades tem de ser ditas, doa a quem doer. Mas sem dúvida que me doem principalmente a mim!
 
 Comento hoje o novo documento emitido pela Sua Santidade Papa Bento XVI intitulado exortação apostólica Sacramento à caridade. O Papa explicita aspectos que segundo diz “podem “despertar na Igreja novo impulso e fervor eucarísticos” “A Eucaristia é por excelência «um mistério da fé»”. “E a fé da Igreja é essencialmente uma fé eucarística e alimenta-se, de modo particular, à mesa da Eucaristia”(6). Nela “Jesus não dá ‘alguma coisa’, mas dá-Se a Si mesmo” (7), recordando-se essa doação, a novidade dessa Nova Aliança, em cada celebração (9). Ela é “constitutiva do ser e do agir da Igreja” (15). Nada a acrescentar aqui, mas duvido que com esta linguagem se desperte impulsos e fervor...
 
 Volta a “acenar” com o celibato dos sacerdotes, como se a vida sexual fosse algum impedimento na doação para os outros... Acho um disparate total, mas é uma opção que é tomada de forma consciente como tal nada tenho a acrescentar...
 
 Volta a relembra a proibição na comunhão para os casais re-casados “porque o seu estado e condição de vida contradizem objectivamente aquela união de amor entre Cristo e a Igreja que é significada e realizada na Eucaristia” Isto é caridade??... Tantos casamentos são anulados pela Igreja de forma legal que são muito discutíveis. Então se esse casal se ama de verdade e que por infortúnio da vida já é divorciado fica afastado de Jesus vivo?
 
Volta a sugerir o Latim e o canto gregoriano em certas partes da eucaristia, mas só nas grandes cerimónias que atraem católicos de diferentes países. Apela para a moderação nos cânticos e no abraço da paz. Nas memórias que recordo do Papa João Paulo II quando esteve em África e numa missa animada com os cânticos tribais. Sou monitor de Jovens, e não duvido que uns cânticos mais ritmados na medida da espiritualidade que os Jovens tem, ajudam a interiorizar mais os Jovens do que o cântico gregoriano??!! Não será correcto adaptar a Eucaristia ao sinal de festa e dádiva para os outros? Então para que servem as festas que o catecismo recomenda não são para dar um espírito festivo ás celebrações?...
 
Para Bento XVI não basta ir à missa e cumprir todos os preceitos, é necessário que "todos os baptizados" dêem um "testemunho público" da sua fé. Sem dúvida, mas testemunho de tristes, oprimidos, sem raciocínio lógico, sem opinião própria? Ou queremos testemunhos de Católicos inteligentes, que assumem a sua Fé e alegres por seguir Jesus?
 
 Hoje estou triste, desiludido, onde está o espírito renovador do concílio Vaticano II? Assim não!... Algo vai ter mudar... Mas isto não tem nada de caridade.
Sinto-me: ...
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by pdivulg às 00:09
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De euseinadar a 15 de Março de 2007 às 21:54
A parte em que aqui se fala dos "re-casados" é pertinente e não deve ser vista "a preto e branco". Na minha opinião, o casamento religioso nunca devia poder ser anulado. A falta do acto sexual, segundo dizem, é motivo para tal. Na minha opinião não devia ser, pois na Igreja celebra-se a união espiritual, acho eu. Só em casos muito excepcionais, e só me ocorre a coacção e a chantagem, deveria o casamento poder ser dissolvido. Nas cerimónias de casamento nunca ouvi dizer "Juro ser-te fiel, depois de haver sexo entre nós, blá, blá, blá!" Por outro lado, acho que mais de metade dos casamentos celebrados na Igreja não passam de uma festa sem sentido para os noivos. Na maior parte das vezes é a última vez que põem os pés na igreja, tirando outras cerimónias idênticas de amigos e familiares. As pessoas querem casar pela Igreja, casam! Mas fazem-no de acordo com regras explicadas anteriormente. Ninguém os obriga a casar na Fé Católica. A partir daí sabem perfeitamente as consequências.
No entanto, digo isto para argumentar a posição da Igreja e não a minha. Eu, pessoalmente, não tenho muitas certezas quanto a esse tema. Claro que me custa ver pessoas discriminadas porque são divorciadas, mas também acho ridículo certas pessoas (a maioria?) casar apenas pela beleza da festa, sem a mínima Fé e, não raras vezes, sem respeito pelo local onde se encontram. E conheço alguns exemplos do que digo. Cada caso é um caso. E dizer que de um modo é que está bem e do outro está mal, parece-me exagerado. É um assunto melindroso...


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