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Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2008

Facilidades hoje dificuldades do amanhã

 
 
Depois do dia dos namorados este post até me custa... Mas como é possível chegar ao ponto em que esta jovem chegou?!
Diz o diário digital:
 
Colegas de uma aluna da escola profissional de Torredeita, Viseu, admitiram esta terça-feira que a ajudaram a concretizar um aborto ilegal, forneceram-lhe um medicamento abortivo e só pediram auxílio médico horas depois do feto de cinco meses ter sido expelido.
A jovem, de 19 anos, e que frequenta o primeiro ano de técnicos de contabilidade, abortou no domingo à tarde, na casa onde vive com outras cinco colegas estudantes.
«Éramos todas a gritar, ninguém sabia muito bem o que fazer», contou uma das jovens, admitindo que havia a noção de que podia estar em causa «um crime, porque era uma vida que estava em jogo».
A jovem que acompanhou a grávida do quarto à casa de banho por esta se estar a sentir enjoada, contou que, assim que ela se sentou na sanita, o bebé caiu.
«Quando vi aquilo fiquei em pânico», afirmou a jovem de 20 anos, contando que, como o bebé estava vivo, ainda o tentou embrulhar numa toalha da mãe, mas esta impediu-a, dando-lhe instruções para que o deixasse morrer.
 
Jovens de 19 e 20 anos,... não são já adultas?1º ano de contabilidade não tem conhecimentos suficientes?
Tanta facilidade que hoje existe e chega-se a estes relatos dignos de um filme "Thriller"
 Algo está muito mal... E não vamos lá com Leis...
Votos de um bom fim de semana!
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Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2008

Aborto em Portugal

 
 Numa altura em que se discute a quantidade de abortos em Portugal, pelos vistos o aborto dito "ilegal" continua e o legal ficou aquém das espectativas, li estas palavras do Sr. Pinheiro da associação "juntos pela vida" sobre os 6000 abortos já realizados:
 
"Em termos práticos seis mil abortos significa mil abortos por mês, significa 33 por dia, significa um por hora, significa que em Portugal morrem 12 por cento dos nascimentos"
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Sexta-feira, 23 de Fevereiro de 2007

Aborto, outra vez...

Depois de tanta campanha, depois da vitória do SIM, depois do discurso do nosso 1º ministro que acha que o aborto nos leva à modernidade e convergência com os "outros" países da Europa, surge a triste e nua realidade Portuguesa relativamente ao nosso péssimo sistema de saúde. Aqui fica a caricatura publicada na revista visão:
 
Bom fim de semana!
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Segunda-feira, 12 de Fevereiro de 2007

Sim

Como previsto pelas sondagens o sim ganhou com 20% a mais. Apenas 4 em 10 votaram. A liberdade prevaleceu sobre  a responsabilidade e a maternidade.
 A cultura da morte ganha terreno esperemos que para o bem de todos.
 O tempo dirá se a liberdade nos trará a verdadeira felicidade. Agora o Estado que faça as leis e que apoie seriamente em quem precisa.
Boa semana!
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Sexta-feira, 9 de Fevereiro de 2007

Finalmente acabou a campanha!!!

Fim de semana à porta e FINALMENTE o fim desta campanha pró e contra o aborto... Ou suposta despenalização. Por um lado campanhas mais ou menos intimidatórias, por um lado grita-se a defesa da vida por outro o direito da mulher, por um lado os direitos do feto, por outro os direitos à intimidade da mulher. Por um lado as Igrejas, por outros os liberais e ateus, por um lado os relatos de mulheres que aceitaram a gravidez e que entendem ter feito a opção certa e por outro mulheres que abortaram e que fariam o mesmo (também há o contrário)... etc...
 
 Na minha opinião houve grandes exageros. Recebi na caixa de correio vários panfletos, uns muito correctos mas outros totalmente inaceitáveis!. Refiro-me a um com a imagem da “Nossa Senhora de Fátima” e um longo texto. Não é certamente assim que se chega a gente inteligente, é apenas pressão psicológica totalmente inaceitável! Outra totalmente inaceitável foi a caricatura que o jornal “Expresso” fez do papa com um preservativo na cabeça e dando tiros com um canhão em formato de cruz saindo fumo em formato de fetos!! Haja respeito , haja bom senso!
 
Como pensamento para o referendo deixo aqui a palavra de Jesus presente em João capítulo 8, esta sim digno de ponderação cheia de verdade!
 
      1    PORÉM Jesus foi para o Monte das Oliveiras;
      2    E, pela manhã cedo, tornou para o templo, e todo o povo vinha ter com ele, e, assentando-se, os ensinava.
      3    E os escribas e fariseus trouxeram-lhe uma mulher, apanhada em adultério;
      4    E, pondo-a no meio, disseram-lhe: Mestre, esta mulher foi apanhada, no próprio acto, adulterando.
      5    E, na lei, nos mandou Moisés que as tais sejam apedrejadas. Tu, pois, que dizes?
      6    Isto diziam eles, tentando-o, para que tivessem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia com o dedo na terra.
      7    E, como insistissem, perguntando-lhe, endireitou-se, e disse-lhes: Aquele que, de entre vós, está sem pecado, seja o primeiro que atire pedra contra ela.
      8    E, tornando a inclinar-se, escrevia na terra.
      9    Quando ouviram isto, saíram, um a um, a começar pelos mais velhos, até aos últimos; ficou só Jesus e a mulher que estava no meio.
   10    E, endireitando-se Jesus, e não vendo ninguém mais do que a mulher, disse-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou?
      E ela disse: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu, também, te condeno; vai-te, e     não peques mais.
 
Bom fim de semana!
 
 
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Quarta-feira, 7 de Fevereiro de 2007

A Magia da vida em pequenos gestos

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Terça-feira, 6 de Fevereiro de 2007

Artigo interessante no DN

Entrevista a Giulia Galeotti, académica italiana no DN ontem, é longo mas interessante:

Giulia Galeotti revela que ao longo da história o aborto teve reacções várias. E que, mesmo entre as religiões monoteístas, existem hoje perspectivas diversas. Entrevistada por e-mail, a jurista defende pessoalmente que "só uma sociedade que eduque para a contracepção, por um lado, e que, por outro, ajude as mães a criarem os seus próprios filhos será uma sociedade justa e civilizada".

Quando começou a actual tendência global para a legalização do aborto?

A base para a legalização do aborto surgiu após a Segunda Guerra Mundial. De facto, o verdadeiro motivo para a mudança da legislação em muitos países ocidentais teve que ver com uma atitude diferente da parte do Estado na contagem do número dos seus cidadãos. Se da Revolução Francesa em diante a força das leis era dada pela quantidade de cidadãos que combatiam, trabalhavam e pagavam impostos, após 1945 o número deixa de importar. Quando a bomba atómica cai sobre Hiroxima morre uma certa forma de fazer a guerra. O aspecto quantitativo, de resto, não é mais decisivo sequer em termos industriais: a nova tecnologia substitui o homem pela má- quina. Dito de forma brutal, o aborto pode ser legalizado porque o Estado não tem mais necessidade de vidas humanas para alicerçar a sua potência.

No seu livro escreve sobre o aborto como sendo um assunto feminino durante séculos. Qual foi a razão para a mudança depois do século XVIII?

Com a Revolução Francesa, os Estados "descobriram" que a sua força dependia dos cidadãos. Os nascidos tornam-se então património público, os não nascidos um drama nacional, os abortos um ataque à força do Estado. Diderot escrevia que "um Estado é tão mais potente quanto mais numerosos forem os braços empregues no trabalho e na defesa". De resto, já um século antes Colbert se lamentara de como padres e freiras privavam "o Estado de todos esses filhos que teriam podido produzir para serem usados em funções úteis". É evidente que o aborto não pode ser mais um assunto deixado para as mulheres, como acontece com a gravidez e o parto (cujo protagonista deixou de ser a parteira para ser o médico).

Hipócrates foi contra o aborto. Era a posição tradicional dos médicos?

Na Grécia Antiga o aborto era uma prática moralmente aceite e juridicamente lícita. Esta atitude era normal até entre os médicos (se bem que alguns homens se interessassem por obstetrícia, durante séculos a teoria e a prática mantiveram-se separadas; os médicos teorizavam, a parteira agia à luz do saber transmitido de mulher para mulher). A voz de Hipócrates é, pois, uma excepção no âmbito científico. Filosoficamente, o grande médico estava próximo do estoicismo, que não era favorável à prática abortiva.

O cristianismo é mais contrário ao aborto do que outras religiões?

A posição cristã difere na substância. Para o judaísmo a fecundidade é uma bênção do Senhor, e a proibição do aborto é ordenada por Deus ao homem no contexto do dever de transmitir a vida para preservar o povo de Deus. Mas, se o aborto é condenado, ele não é um homicídio: nem nas escrituras nem na tradição jurídica hebraica o feto é considerado um ser vivo. Por sua vez, no islão (a respeito do qual é difícil ter um discurso geral na falta de uma autoridade que tenha a custódia da ortodoxia), o aborto é uma intervenção que põe fim a uma vida. Mas a vida no feto não se apresenta imediatamente, mas sim depois de alguns meses no seguimento da animação (união entre a alma e o corpo). O que faz com que pela lei islâmica o aborto seja permitido antes do quarto mês na presença de razões válidas. Por sua vez, para o cristianismo, o aborto é homicídio desde o instante da concepção. A este propósito, no entanto, esquece-se que a Igreja teve no decurso da história uma evolução graças às descobertas científicas. Se, de facto, desde sempre o aborto foi classificado como homicídio, aquilo que mudou com o tempo foi o momento a partir do qual se reconhece a existência de uma pessoa humana. Durou séculos o debate sobre a animação imediata e a animação retardada: uma reconhecia que a alma estava imediatamente presente, a outra que se "juntava" ao corpo num segundo momento. Só em 1854, com a proclamação do dogma da Imaculada Conceição, é que prevalece a teoria da animação imediata: na medida em que se declarava que Maria estava preservada do pecado original desde o instante da sua concepção, era evidente que a alma estava presente desde o início.

Porque eram gregos e romanos tão tolerantes em relação ao aborto?

No contexto greco-romano o aborto era praticado e aceite. A convicção era de que o feto era simplesmente uma parte das vísceras da mulher. O único limite ao aborto estava ligado ao interesse masculino: se o acto contrariasse a expectativa do homem (pai ou marido), a mulher não podia abortar.

Em algumas sociedades o aborto foi visto como mais um contraceptivo?

Muitas sociedades viam o aborto como um meio de controlo de natalidade. Isto explica-se facilmente: só era de facto possível diagnosticar uma gravidez com o primeiro movimento do feto, numa fase, portanto, bastante avançada. Estamos a falar de épocas nas quais o ciclo menstrual era muito irregular e em que a suspensão da menstruação não era necessariamente a prova de uma concepção. A diferença entre aborto e contracepção não era portanto muito clara: se, de facto, aos olhos de hoje, contracepção, aborto e infanticídio são bem diferentes, durante séculos estas práticas constituíam de facto um todo indistinto devido às escassas informações sobre a fisiologia feminina. Ao dizer que o aborto era visto como método de controlo de natalidade (ao lado do prolongamento do aleitamento, do coito interrompido, do infanticídio e também do abandono dos recém-nascidos) é necessário recordar sempre que a precariedade da vida e a altíssima mortalidade neonatal e infantil faziam com que à excepção de casos particulares (como no caso de adultério) não houvesse tanta necessidade de regulamentar o nascimento. No entanto o problema é que, não obstante as indicações da ciência, existem ainda hoje pessoas que vêem o aborto nos primeiros meses da gravidez como um mero meio de controlo de natalidade.

Qual era o meio de aborto tradicional?

A história oferece uma vastíssima panóplia de modalidades com fins abortivos. Mezinhas, ervas, exercícios físicos violentos, instrumentos vários (garfos, ferros, tubos de borracha no útero e muitas outras coisas). As modalidades concretas usadas na prática do aborto revelam grandes semelhanças no mesmo contexto que por sua vez é diferente conforme o período histórico, ambiente geográfico e tradição cultural: a verdade é que a crueza do aborto e a sua extrema perigosidade constituem um doloroso factor comum na história. Os instrumentos ou as substâncias tóxicas, por exemplo, danificavam os órgãos internos. Infelizmente, encontramos hoje este aspecto da perigosidade do aborto em contextos nos quais não os esperávamos já: às vezes, de facto, podem ser os próprios promotores da liberdade de escolha a piorarem a segurança das mulheres que vivem em países onde o aborto é um crime. Pensemos na actuação (que não tenho dificuldade em definir como criminosa) da associação não lucrativa holandesa Women on Waves, cujo fim é levar (por via marítima ou postal) o aborto aos países onde a sua prática é ilegal. Particularmente perigoso é o serviço Women on Web que, através da rede, instrui as mulheres sobre o aborto químico "faz-a-ti- -mesma". Não se percebe como é que esta associação "ignora" que o seu comportamento corresponde exactamente ao daqueles que praticam abortos ilegais de forma bárbara: a vítima é sempre uma mulher desesperada e só, que se contorce com dores e hemorragias frequentemente mortais.

Portugal vai fazer um referendo sobre a legalização do aborto. Noutros países, a legalização foi acompanhada por um maior número de abortos?

Em todos os países é impossível obter dados correctos sobre a matéria antes da legalização. Aquilo que posso afirmar é que com a legalização diminuíram os abortos mortais e também o número das consequências graves causadas pela sua prática (hemorragias, infecções, esterilidade). A verdadeira aposta é a de fazer de forma a que as mulheres não sejam mais constrangidas a encontrarem-se na situação dramática de terem de decidir interromper uma gravidez. Só uma sociedade que eduque para a contracepção, por um lado, e que, por outro, ajude as mães a criarem os seus próprios filhos será uma sociedade justa e civilizada.
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Domingo, 4 de Fevereiro de 2007

Aborto sim?... Não?... Despenalização...

Caros amigos, divulguei na passada semana 14 razões da vida, defendendo o voto no não. Mas obviamente não pretendo influenciar ninguém, mas apenas indicar pontos de vista. Agradeço os comentários deixados mesmo que tenham outra opinião, “da pluralidade de ideias avançaremos para um mundo melhor...”
 
 Defendo que a resposta a esta questão merece ponderação, e talvez algumas pessoas apenas digam sim ou não sem pensar muito no assunto. Mas estas questões são complexas e obtêm argumentos positivos de ambos os lado. Divulgo hoje um trecho de um defensor do sim, publicado na Internet e merece a sua leitura:
 
1. Se vão votar NÃO, porque pensam que a pergunta que vai a referendo dia 11 de Fevereiro 2007 é se somos a favor do aborto ou contra o aborto, então deverão reconhecer que estão enganados, porque a pergunta que vamos referendar, sim ou não, não é essa. Se fosse, também eu votaria NÃO. A pergunta é se concordamos com a despenalização das mulheres que porventura abortem nas primeiras dez semanas de gravidez. Por isso, eu voto SIM. Porque uma lei assim, que despenaliza as mulheres que abortem nas primeiras dez semanas de gravidez acaba de vez com a lei que está actualmente em vigor e que condena as mulheres que abortarem, mesmo naquelas condições, até três anos de prisão, depois de as ter humilhado publicamente num julgamento quase sempre mediatizado nos tribunais.
 
2. Mas vós, minhas irmãs, meus irmãos do NÃO, devereis ter em consideração um outro pormenor importante e, então, talvez passareis do NÃO ao SIM. É que com o vosso NÃO estais a dizer à Sociedade civil e ao Estado português que quereis que as mulheres que decidiram abortar nas primeiras dez semanas de gravidez continuem a poder fazê-lo apenas na clandestinidade; e, se são pobres e vivem em condições de degradação e no seio de famílias completamente desestruturadas, que continuem a fazê-lo apenas nas abortadeiras/habilidosas, com todos os riscos para a sua saúde e sempre com o medo de virem a ser denunciadas, presas e condenadas em tribunal. É isto que queremos para as mulheres pobres que decidirem abortar nas primeiras dez semanas de gravidez? Que elas o façam apenas nestas condições de desumanidade? Eu, por mim, não quero que semelhante situação de desumanidade se arraste por mais tempo e por isso voto SIM à lei que vai a referendo. Porque com a aprovação da nova lei, também as mulheres pobres que decidam abortar passam a poder fazê-lo (nunca serão obrigadas a fazê-lo e oxalá elas não queiram nunca fazê-lo!) nos estabelecimentos públicos de saúde ou noutros devidamente autorizados, o que é muito menos traumatizante para elas e muito menos perigoso para a sua saúde (ora, como sabem, as mulheres pobres também são pessoas, não apenas as mulheres ricas e com estudos para facilmente se desenrascarem em situações como esta de que estamos aqui a tratar, a duma gravidez indesejada e não assumida). Não quereis acompanhar-me neste voto SIM? Não vedes que o vosso voto NÃO acaba por ser cruel, já que condena as mulheres pobres que abortem (as ricas safam-se sempre, porque têm outros meios para isso) a fazê-lo apenas na mais abjecta clandestinidade e às mãos de abortadeiras/habilidosas?
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Sexta-feira, 2 de Fevereiro de 2007

14 Verdades parte V

13 - O ABORTO É SÓ UM PROBLEMA RELIGIOSO OU ABRANGE OS DIREITOS DO HOMEM?
O aborto ataca os Direitos do Homem. O direito à Vida é a base de todos os outros. O direito de opção, o direito ao uso livre do corpo, o direito de expressão… todos os direitos de que usufruímos, só os temos porque  estamos  vivos,  porque  nos  permitiram  e  permitem  viver.  Ao  tirarmos  a  vida  às  nossas crianças estamos também a roubar-lhes todos os outros direitos.
 
Além disso, a Declaração dos Direitos do Homem explicita que estes são universais, ou seja, são para todos. Porque  é  que  alguns  bebés,  só  porque  não  são  planeados,  devem  ser  excluídos  dos  direitos  de  toda  a humanidade?
14 – SER CONTRA A DESPENALIZAÇÃO NÃO É SER INTOLERANTE E RADICAL?
Não,  o  aborto  é  que  é  totalmente  intolerante  e  radical  para  com  a  criança,  porque  a  destrói;  não  lhe  dá quaisquer  direitos,  não  lhe  dá  opção  nenhuma.  O  “Sim”  ao  aborto  tem  em  conta  a  posição  dum  só  dos intervenientes,  a  mulher,  pensando  erradamente  que  a  ajuda.  O  “Não”  ao  aborto  obriga-nos  a  todos, individualmente e como sociedade, a ter em consideração os dois intervenientes. Ao bebé temos de proteger e  de  permitir  viver.  À  mãe  temos  de  ajudar  para  que  possa  criar  o  seu  filho  com  amor  e condições dignas ou para que o possa entregar a quem o faça por ela, através de adopção.  
 
 
Vamos construir uma sociedade inclusiva: VAMOS AMAR, ACEITAR E PROTEGER TODOS!
Aqui ficam estas 14 razões para pensar na escolha de voto.
 
Bom fim de semana!
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Quinta-feira, 1 de Fevereiro de 2007

14 Verdades Parte IV

10 - MAS A DESPENALIZAÇÃO NÃO OBRIGA NINGUÉM A ABORTAR...
 
  Está provado que a despenalização torna o aborto mais aceitável na mentalidade geral, e por isso mesmo leva na prática ao aumento do número de abortos. A lei não só reflecte as convicções duma sociedade como também forma essa mesma sociedade. O que é legal passa subtilmente a ser considerado legítimo, quando são duas coisas muito diferentes.
 
11 - PORQUE SE PROPÕEM PRAZOS PARA O ABORTO LEGAL?
 
Não há nenhuma razão  científica,  ética, ou  mesmo lógica  para qualquer prazo. Ou o bebé  é um ser  humano  e tem  sempre direito  à vida, ou é considerado uma coisa que  faz parte do corpo da mãe e  sobre  o qual  esta  tem sempre todos os  direitos  de propriedade. Os  próprios  defensores da despenalização sabem que  o aborto  em si mesmo é um mal e que a lei tem uma função dissuasora necessária,  por isso mesmo não pedem a despenalização  até  aos  nove  meses.  No  entanto,  é  de  perguntar  porque  é  que  até  às  10  semanas mulheres  e  médicos  não  fazem  mal  nenhum,  e  às  10  semanas  e  um  dia  passam  a ser  todos criminosos.
 
 
12 – SEGUNDO A LEI O PAI DA CRIANÇA TEM ALGUM DIREITO OU DEVER NESTA DECISÃO?
 
 
Não, o homem fica sem nenhuma responsabilidade, e também sem nenhum direito. A mulher pode abortar o filho  dum homem  contra  a vontade  dele. Quando a mulher  decide  ter  a  criança  a  lei  exige  que  o  pai,  mesmo contra vontade,  lhe dê o nome, pensão de alimentos  e até acompanhamento pessoal, mas se decide não o ter o pai  não  pode impedir  o  aborto  -  fica  excluído  na  decisão  de  vida  ou  de  morte  do  seu  próprio filho.
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Quarta-feira, 31 de Janeiro de 2007

14 verdades Parte III

7 –E  QUANDO A MULHER NÃO TEM CONDIÇÕES ECONÓMICAS PARA CRIAR UM FILHO?
Quem  somos  nós  para  decidir  quem  deve  viver  ou  morrer?  Para  decidir  quem  será  ou  não feliz por causa das condições no momento do nascimento? O destino de cada um é uma surpresa, basta ver  quantas estrelas  milionárias do  futebol  vieram  de  bairros  de  lata.  Deviam  ter sido  abortadas?  Uma  mãe com  dificuldades precisa de  ajuda para  criar  os seus  filhos, abortar  mantê-la-á  na  pobreza  e na ignorância, o que só leva ao aborto repetido. 
8 – MAS TEM QUE SE ACABAR COM O ABORTO CLANDESTINO…
É  verdade,  temos  mesmo  é  que  acabar  com  o  aborto,  que  ninguém  pense  que  precisa  dele, mas  a  despenalização  não  ajuda  em  nada  à  sua  abolição.  Em  todos  os  países,  após  a  despenalização aumentou muito o aborto legal (segundo a Eurostat, no Reino Unido 733%, por ex.), mas não diminuiu o aborto clandestino,  pois a lei não  combate as  suas  causas (quem quer esconder  a  sua  gravidez não a quer revelar no
hospital, por exemplo).
 
 E após os prazos legais regressa tudo à clandestinidade. 
A  diminuição  do  aborto  passa  por  medidas  reais  e  positivas  de  combate  às  suas  causas,  e  não  há  melhor forma de ajudar os governos a demitirem-se destas prioridades do que despenalizando o aborto. 
O  que  importa  é  ajudar  a  ver  as  situações  pelo  lado  positivo  e  da  solidariedade,  e  não  deixar  que  muitas mulheres se  vejam desesperadamente  sós em momentos  extremamente difíceis das suas vidas. É preciso que elas  saibam  que  há  sempre  uma  saída  que  não  passa  pela  morte  de  ninguém,  e que  há  muitas instituições e pessoas de braços abertos para as ajudarem.
9 - A DESPENALIZAÇÃO SERIA SÓ PARA AS MULHERES?
Não.  A  despenalização  abrange  todos:  médicos,  pessoas  com  fortes  interesses  económicos  nesta prática, pessoas que induzem ao aborto…. Pessoas que na lei de 1984/97 tinham penas muito mais pesadas que  a  própria  mulher.  As  leis  pró-aborto  abrem  as  portas  ao  grande  negócio  das  Clínicas Privadas  Abortivas  e  aos  acordos para  o Estado pagar  esses  serviços, enquanto os  verdadeiros doentes esperam anos para serem atendidos sem terem direito a essas regalias.

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Terça-feira, 30 de Janeiro de 2007

14 Verdadess Parte II

Amigos tive um pequeno problema técnico e perdi o documento original no qual iria criar os posts desta semana... Tenho muita pena... No entanto vou continuar a postar nesta mesma linha baseado noutro documento com mensagem semelhante...
 
4 – E OS PROBLEMAS DA MULHER?... 
 
 A suposta solução dos problemas dum ser humano não pode passar pela morte doutro ser humano. Esse é o erro que está na base de todas as guerras e de toda a violência.
A mulher em dificuldade precisa de ajuda positiva para a sua situação. A morte do seu filho será um trauma físico e psicológico que em nada resolve os seus problemas de pobreza, desemprego, falta de informação.
 Para além disso, a proibição protege a mulher que muitas vezes é fortemente pressionada a abortar contra vontade pelo pai da criança e outros familiares, a quem pode responder que recusa fazer algo proibido por lei.
Nos estudos que existem referentes aos países onde o aborto é legal, mais de metade das mulheres que abortaram afirmam que o fizeram obrigadas.
 
5 - MAS A MULHER NÃO TEM O DIREITO DE USAR LIVREMENTE O SEU CORPO? 
 

A mulher tem o direito de usar o seu corpo, mas não de dispor do corpo de outro. O bebé não é um apêndice que se quer tirar, é um ser humano único e irrepetível, diferente da mãe e do pai, com um coração que bate desde os 18 dias, com actividade cerebral visível num electroencefalograma desde as 6 semanas, com as características físicas e muitas da sua personalidade futura presentes desde o momento da concepção.
 
6 – E QUANTO À QUESTÃO DA SAÚDE DA MULHER QUE ABORTA?
 
 
 Legal ou ilegal, o aborto representa sempre um risco e um traumatismo físico e psicológico para a mulher. Muitas vezes o aborto é-lhe apresentado como a solução dos seus problemas, e só tarde demais ela vem a descobrir o erro dessa opção. O aborto por sucção ou operação em clínicas e hospitais legais, pode provocar cancro de mama, esterilidade, tendência para aborto espontâneo, infecções que podem levar à histerectomia, depressões e até suicídios. O aborto químico (comprimidos), cujos efeitos sobre a mulher são em grande parte desconhecidos, quadruplica o risco da mulher vir a fazer um aborto cirúrgico.
O trauma pós-aborto deixa múltiplas sequelas psicológicas durante anos.
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Domingo, 28 de Janeiro de 2007

14 Verdades Parte I

Estamos em época de campanha para informar e orientar o voto para o próximo referendo.
 Tenho falado com algumas pessoas, tenho lido muitos textos e visto muitas opiniões. Vejo pontos positivos por um lado, e também por outro. Como tal por forma a esclarecer irei ao longo desta semana pubicar um Email que recebi de Claudio Anaia. Que pode ajudar a tirar dúvidas.
 
14 verdades sobre o aborto.
 
«Caímos tão fundo que atrever-se a proclamar aquilo que é óbvio se transformou em dever de todo o ser inteligente»
 
 
George Orwell
 
1 – QUAL A QUESTÃO QUANDO SE FALA DE DESPENALIZAÇÃO DO ABORTO?

Desde 1984, é legal em Portugal abortar:
 
- Quando a saúde ou a vida mãe estão em risco;
- Por malformação do feto;
- Por violação.
 
O referendo de 2007 propõe que a mulher possa abortar até às dez semanas, sem ter de dar qualquer razão, nos hospitais públicos ou em clínicas privadas.
 
O Ministro da Saúde avançou até a hipótese de o Estado comparticipar o aborto feito por privados - quando não fez o mesmo para tratar cataratas, hérnias, ou outro problema que afecte a saúde de milhares de portugueses, segundo o Bastonário da Ordem dos Médicos.
 
Vários partidos propõem também alargar os prazos legais.
 
Custo médio de um aborto:
€ 450
 
2 - O BEBÉ TEM ALGUMA PROTECÇÃO LEGAL?

Ainda vivemos numa sociedade que considera que todos, e especialmente os mais fracos e desprotegidos, merecem protecção legal.
 
Mesmo na lei de 1984 este era o princípio base, no qual se abriam algumas excepções, em casos-limite.
 
Se a despenalização passar, é o princípio-base que muda.
 
Portugal passará a admitir, em 2007, que há seres humanos com direito de vida ou de morte sobre outros seres humanos.
 
Isto é, que o mais forte (a mulher) poderá impor a sua vontade ao mais fraco (o bebé), sem que este tenha quem o defenda.
 
3 - DIZEM QUE O FETO AINDA NÃO É PESSOA E POR ISSO NÃO TEM DIREITOS...

Dentro da mãe não está um animal ou uma planta - está um ser humano em crescimento.
 
Será que não é uma pessoa porque – ainda - não pode discursar sobre “O Monte dos Vendavais” ou efectuar contas de somar?
 
Não é uma pessoa porque – ainda – não faz nada de importante, de grave, de sério?
Um bebé é uma pessoa…
 
É uma pessoa que cresce no ventre da mãe, nasce e se vai tornando cada vez mais pessoa….
…na medida em que aqueles que a rodeiam a amarem.
 
O bebé está dependente da mãe e assim continuará durante muitos anos da sua vida. Dependente como muitos doentes ou idosos.
 
É por serem mais frágeis que os bebés, dentro ou fora do seio materno, os doentes e idosos, precisam mais da protecção legal dada por toda a sociedade.
 
 
Esta é uma pessoa de 21 semanas, apertando um dedo ao cirurgião que lhe salvou a vida, dentro do útero.
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Quarta-feira, 24 de Janeiro de 2007

Aborto uma vez mais

Até ao dia 11 de Fevereiro, será certamente o tema recorrente. Tenciono publicar alguns posts sobre esta temática . Hoje transcrevo algumas palavras do senhor Marques Mendes que me fazem reflectir:
 
Também é difícil combater a corrupção, mas combatemo-la . Não a legalizamos.

Também é difícil combater o tráfico de droga, mas combatemo-lo . Não o legalizamos.


O mal combate-se. Não se legaliza. Por maioria de razão, quando o bem a defender é uma vida humana
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Quinta-feira, 18 de Janeiro de 2007

Enfermeira de abortos

Publicado no jornal Correio da manha esta entervista a uma enfermeira de abortos:
 
C., enfermeira, faz abortos clandestinos “há uns anos”, por questões monetárias. Leva entre 400 e 450 euros por cada um. Metade é lucro.

Correio da Manhã – Há quanto tempo faz abortos clandestinos?

Enfermeira C. – Há uns anos.

– Por que o faz?

– Não escondo que é por questões monetárias, mas não só: é uma ajuda que alguém tem de prestar. As pessoas precisam, é uma necessidade.

– Quanto leva por cada aborto?

– Entre 400 a 450 euros.

– Qual a percentagem de lucro?

– Sensivelmente metade, cerca de 200 euros. Gasta-se muito...

– Em quê?

– A anestesia é caríssima e não se vende nas farmácias. Vem de Espanha, adquire-se no mercado paralelo, ou seja, fica mais cara ainda. Anda na casa dos 50 euros. Depois há uma vacina, a Rogan, que tem de ser administrada no caso de a interrupção ser feita em sangue negativo. Se essa vacina não for tomada, os futuros filhos podem ter problemas. Essa vacina ronda, também, os 50 euros. Finalmente, os custos inerentes ao sítio onde se pratica.

– É fácil arranjar sítio?

– Nada fácil. Temos de comprar uma casa. Ninguém aluga uma casa para fazer abortos. Compramos uma casa e adaptamo-la. E temos de pagar a uma empregada, que não ganha o mesmo que uma empregada normal. Corre riscos, tem de ser paga acima da média.

– Quantas pessoas fazem o aborto?

– Duas pessoas.

– E a compra de material?

– É adquirido em serviços de venda de material hospitalar.

– Como é a casa onde faz os abortos?

– Tem uma sala, um quarto e um compartimento mais pequeno. A sala é de espera, o compartimento mais pequeno para fazer o aborto. O quarto é para a paciente descansar.

– O local requer condições de higiene especiais?

– Sem dúvida, mas a minha experiência em hospitais deu-me conhecimentos nessa matéria. O material tem de ser muito bem esterilizado e o local desinfectado. Nada é utilizado sem primeiro ter passado pelos 280 graus.

– Quem acompanha a parturiente?

– Há de tudo: umas vezes vêm sozinhas, outras com o pai, a mãe, o marido, o companheiro, depende.

– Quantos abortos faz actualmente?

Talvez uma média de um por dia, cinco por semana. Hoje fazem-se muito poucos.

– Até hoje houve algum que lhe correu mal?

– Nunca.

– O que faz ao que é retirado?

Vai para a sanita. Aquilo é uma pinguinha de sangue...

– Quem são as suas pacientes?

– Aparece de tudo, mas nos últimos anos a faixa etária mudou. Antes havia imensas jovens, hoje são mulheres a partir dos 30 anos. As pessoas estão muito ilucidadas, muito conscientes acerca dos efeitos da pílula conjugados com o tabaco. Faz muito mal e pode conduzir a problemas cardiovasculares. Receosas, deixam de tomar e acabam por engravidar.

– Quanto tempo demora a fazer um aborto?

– No máximo dez minutos.

– Que técnica utiliza?

– A aspiração.

– Antes não era esse o método.

– Não, era a raspagem. Mas eu sempre fiz através da aspiração. O meu aparelho veio da China. Há 15 anos que tenho aspirador.

– Pede sempre ecografia?

– Recomendo sempre. Não temos Raios X nos olhos. Se a pessoa não leva é com ela.

– A anestesia é geral?

– Depende. Há quem queira e quem não queira. Eu não acho que seja necessário.

– Até que altura faz abortos?

– Até às dez semanas. Mais do que isso não. Mas há quem faça para além desse tempo.

– Porque não faz até mais tarde?

– Por uma questão de consciência. A partir das dez semanas um feto entra em sofrimento e não se deve fazer.

– A recuperação da pessoa é rápida?

– Meia hora. Depois vai pa-ra casa.

– Faz algum acompanhamento posterior?

– Recomendo sempre que se faça uma ecografia após o aborto. Se houver algum problema estou comunicável dia e noite.

– E ligam muito?

– Sim, por qualquer coisinha. Mesmo que tenham uma dor de dentes...

– E se as coisas se complicarem?

– Temos um médico que trabalha connosco que acompanha a situação.

– A pílula do dia seguinte e a pílula abortiva fizeram diminuir os abortos?

– A pílula do dia seguinte não dá nada e a abortiva ‘não existe’. O que resolve é o Cytotec. Os abortos diminuíram para um décimo com a entrada no mercado deste medicamento. Não há ninguém que vá a uma parteira sem primeiro ter tentado o Cytotec.

– E resulta?

– Em 80 por cento dos casos resulta. E resulta com qualquer tempo. A venda é mais ou menos livre...

– O aborto provocado pelo Cytotec é diferente?

– Muito diferente. O Cytotec dá muita hemorragia e dores de ‘morte’. Além de que, regra geral, não invalida uma ida ao hospital para limpar. É muito perigoso.

– Se o referendo der ‘sim’ admite abrir uma clínica?

- Sim, superlegal.
 
QUAIS OS MOTIVOS QUE LEVARAM À DECISÃO DE ABORTAR?

Era muito jovem: 17,8%

As condições económicas não o permitiam: 14,1%

Por não desejar ter filhos: 13,2%

Tinha tido um filho à pouco tempo: 10,4%

Companheiro rejeitou gravidez: 9,4%

Instabilidade conjugal: 9,1%

Pressões familiares: 8%

Problemas de saúde: 4,2%

Malformações do feto: 3,3%

Já não tinha idade para ter filhos: 2,6%

Outro motivo: 8,1%
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