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Domingo, 26 de Novembro de 2006

Fui ao teatro

Quinta-feira fui ao teatro Miguel Franco assistir a uma encenação dramática de nome “Motores de madeira” com Joel Ferreira, Márcio Menino e Rui Henriques. Três jovens talentos, como muitos desconhecidos do grande público.
 
A sinopse “Duas famílias - pais e filhos - digladiam entre si, procurando a realização pessoal de cada um. Das suas aspirações, resulta uma teia que faz sobressair a opressão do passado, a fobia do futuro e a frustração do presente.
 
Uma peça onde a intensidade psicológica das personagens está omnipresente e os seus limites de vivência são constantemente postos à prova.”
 
 Uma peça curta em tempo de representação, mas profunda no seu conteúdo. Vi duas famílias em que o conflito de gerações está sempre presente, onde os mais velhos querem transmitir aos filhos aquilo que eles mesmos aprenderam. De um lado a incompreensão dos filhos que querem traçar o seu próprio futuro sem dependerem das famílias, querem traçar o futuro com base nas suas capacidades e não nas tradições passadas. Por outro lado temos um jovem que pretende seguir a “adrenalina familiar” que o Pai perdeu por infortuna da vida.
 Para além deste misto de conflito de gerações, temos o orgulho dos Pais e dos filhos que o tempo afastou e que nunca mais se reencontraram plenamente. Orgulho que os cega e os afasta...
 Vivendo em meio pequeno, os Pais apesar de uma tragédia que separou as duas famílias, encontram-se habitualmente na taberna apesar das feridas passadas, partilham o jogo como ocupação e distracção, sem no entanto esquecer essas mesmas feridas passadas, ou seja estão separados mas juntos....
 
 No final vemos a ânsia de querer reencontrar os filhos. O querer esquecer o passado é de tal maneira forte, que os leva à loucura de querer criar um “motor de madeira” que os possibilitará o reencontro. Será de dizer que a vontade do reencontro é de tal maneira forte, que os leva à loucura, para quebrarem barreiras e passar vales e montes para poderem estar com os seus filhos.
 
 Gostei muito. Por várias razões. Achei a peça simples mas profunda, talvez mais um actor teria dado um pouco mais de dinâmica à encenação. Gostei dos efeitos de luz e som. Gostei da juventude que compôs a plateia, completamente cheia. Esta peça enquadrava-se na semana da “Jornada da Pastoral urbana” sob o tema “Para quê viver?” Talvez a peça não fosse 100% enquadrada no tema, mas cativou pessoas que habitualmente não participam nessas jornadas, como tal foi positivo e penso que será um campo de aproveitar e explorar em próximas jornadas, pelo menos para chegar onde habitualmente não se chega...

by pdivulg às 17:22
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5 comentários:
De Regina a 26 de Novembro de 2006 às 18:36
Ho ho ho!
Oi Paulo.
Encontrei com o Papai noel e falei que você foi um bom menino e se comportou direitinho este ano.
Espero que ele acredite em mim ho ho ho!
Bom semaninha.
Beijinhos.
Regina


De Secreta a 27 de Novembro de 2006 às 09:12
Quando se gosta , gosta e ponto final! :)
Beijito , boa semana.


De Galeriacores1 a 27 de Novembro de 2006 às 12:24
Para além da componente pedagógica, todos os meios de entretenimento têm uma força cativante que serve para influenciar as massas, quer no bom ou mau sentido, de forma positiva ou negativa. A mensagem é sempre transmitida e cabe a todos nós estarmos preparados para a saber discernir, aproveitar ou rejeitar. A televisão, os jornais, as rádios, o teatro, o cinema, enfim, até mesmo os nossos blogs também possuem essa mesma componente pedagógica e essa mesma força capaz de influenciar as massas.
Eventos dessa natureza, com capacidade de transmitir uma boa mensagem, são sempre bem-vindos e imprescindíveis para a nossa sociedade.


De sem discussao a 27 de Novembro de 2006 às 18:30
O tema da peça é sem duvida muito interessante. Desconheço os actores. Mas, talentos não faltam no nosso país e por vezes, tão pouco reconhecidos.
Boa semana :)**


De * a 27 de Novembro de 2006 às 19:31
É bom que o teatro tenha essa vertente pedagógica e de nos fazer pensar. Bjinhos**


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